Mostrar mensagens com a etiqueta poema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poema. Mostrar todas as mensagens
14/08/09
LIBERDADE... (SEMPRE!)
LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer !
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não !
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
02/07/09
CHEGOU A HORA... ADEUS

É um adeus...
Não vale a pena sofismar a hora!
É tarde nos meus olhos e nos teus...
Agora,
O remédio é partir discretamente,
Sem palavras,
Sem lágrimas,
Sem gestos.
De que servem lamentos e protestos
Contra o destino?
Cego assassino
A que nenhum poder
Limita a crueldade,
Só o pode vencer a humanidade
Da nossa lucidez desencantada.
Antes da iniquidade
Consumada,
Um poema de líquido pudor,
Um sorriso de amor,
E mais nada.
Miguel Torga
21/05/09
GIRA, DANÇA, BAILARINA...
Dança,bailarina,dança...
Põe nos teus passos toda a harmonia
E toda a poesia nas pontas dos pés
Em gestos nobres,faz surgir a fé!!!
Gira,bailarina,gira...
Vai girando e semeando amor,
Mais depressa que as voltas do mundo,
P'ra que haja tempo de matar a dor!
Baila,bailarina,baila...
Traz contigo a primavera
P'ra florir os campos,florescer a Terra,
Nessa explosão de cores que a tua dança encerra.
Faz da arte uma suave prece
P'ra enternecer os corações de pedra
Faz a tua música soar tão alto
Calando assim os estopins da guerra!!!
Mostra ao Homem que o teu bailado
Expressa a vida nesse simples acto...
Onde o amor é tudo,onde o amor é nato.
Que em teus saltos ponhas tua garra
Seguindo sempre a luz de teu clarão,
Quebrando muros para unir os povos
Num universo único,onde se dêem as mãos.
Abre a tua alma, no explendor da dança...
Não desistas nunca e verás, enfim,
Bailar no campo, doce e cálida esperança,
No meio das flores de um lindo jardim...
(Autor desconhecido)
28/02/09
DÁ UM POUCO...

Dá um pouco da tua atenção...
Dá um pouco da tua amizade...
Dá um pouco do teu aconchego...
Dá um pouco do teu calor...
Dá um pouco do teu afecto...
Dá um pouco do teu amor...
Dá um pouco da tua afeição...
Dá um pouco do teu carinho...
Dá um pouco do teu calor...
Dá um pouco da tua luz...
Dá um pouco do teu tempo...
Dá um pouco da tua confiança...
Dá um pouco do teu espaço...
Dá um pouco do teu brilho...
Dá um pouco do teu sorriso...
Dá um pouco da tua alegria...
Dá um pouco da tua lealdade...
Dá um pouco da tua alma...
Dá um pouco do teu pensamento...
Dá um pouco do teu olhar...
Dá um pouco da tua compaixão...
Dá um pouco da tua simpatia...
Dá um pouco da tua gratidão...
Dá um pouco da tua sinceridade...
Dá um pouco da tua magnitude...
Dá um pouco do teu alento...
Dá um pouco da tua ternura...
Dá um pouco da tua tolerância...
Dá um pouco do teu fulgor...
Dá um pouco da tua paciência...
Dá um pouco da tua compreensão...
Dá um pouco de ti...
...Por um mundo mais sensível...
...Por um mundo mais justo...
...Por um mundo MELHOR!
(Flávia Cunha)
26/10/08
ALENTEJO
Alentejo dos loiros trigais
Onde os ceifeiros cantam madrigais.
Alentejo, planura sem fim
Que, cabes todo, dentro de mim!
Mais do que a neve da serra,
Mais do que a espuma do mar,
O Alentejo é brancura
Á luz branca do luar.
Solidão do Alentejo!
Fontes, cruzeiros e alminhas
Cantam ralos e cigarras
No silêncio das tardinhas.
O pastor do Alentejo
Encostado ao seu cajado
Vai namorando a campina
Que é a mesa do seu gado.
Olhos vagos e profundos
Num sonho, distante, imersos,
Há neles mais poesia
Do que num livro de versos!
Alentejo das debulhas,
Das ceifeiras e dos montados,
Dos ranchos de mondadeiras
Fieis aos seus namorados.
E do cavador tisnado
P'lo sol quente do meio-dia,
Rude, franco e altivo,
Fiel á sua Maria.
Alentejo dos sobreiros,
Azinheiras e olivais
Alentejo, minha terra,
Eu quero-te sempre, mais!
Alentejo das searas
Em Abril a ondular!
E das chaminés, branquinhas
Ao sol-posto a fumegar.
Dos tarrinhos de cortiça,
Das samarras e safões,
Dos pastores e dos morais,
Dos manajeiros e dos ganhões,
Símbolos deste Alentejo
Que eu, p'ra bem poder cantar,
Hei-de beijar a planície
De joelhos, a rezar.
Autor: Maria Águeda Lopes Roseiro
Onde os ceifeiros cantam madrigais.
Alentejo, planura sem fim
Que, cabes todo, dentro de mim!
Mais do que a neve da serra,
Mais do que a espuma do mar,
O Alentejo é brancura
Á luz branca do luar.
Solidão do Alentejo!
Fontes, cruzeiros e alminhas
Cantam ralos e cigarras
No silêncio das tardinhas.
O pastor do Alentejo
Encostado ao seu cajado
Vai namorando a campina
Que é a mesa do seu gado.
Olhos vagos e profundos
Num sonho, distante, imersos,
Há neles mais poesia
Do que num livro de versos!
Alentejo das debulhas,
Das ceifeiras e dos montados,
Dos ranchos de mondadeiras
Fieis aos seus namorados.
E do cavador tisnado
P'lo sol quente do meio-dia,
Rude, franco e altivo,
Fiel á sua Maria.
Alentejo dos sobreiros,
Azinheiras e olivais
Alentejo, minha terra,
Eu quero-te sempre, mais!
Alentejo das searas
Em Abril a ondular!
E das chaminés, branquinhas
Ao sol-posto a fumegar.
Dos tarrinhos de cortiça,
Das samarras e safões,
Dos pastores e dos morais,
Dos manajeiros e dos ganhões,
Símbolos deste Alentejo
Que eu, p'ra bem poder cantar,
Hei-de beijar a planície
De joelhos, a rezar.
Autor: Maria Águeda Lopes Roseiro
Subscrever:
Mensagens (Atom)